ECO POESIAS
- com Jefão Meira -
REPETEANDO A ARTE
A arte está bem viva
Basta ter a inspiração
Às vezes cantando a diva
E o que sai do coração
Na poesia improvisada
A arte é emoldurada
No quadro de uma canção
Esperemos que o espaço
Não seja mais reduzido
Se o poeta andar descalço
Seu repente será fingido
Mas ,disse o grande Pessoa
O poeta é um fingidor,na boa!
O que sente não é percebido
Meu respeito aos repentistas
Onde aflora a inteligência
Aos cantadores e piadistas
Que desafiam até a ciência
No improviso ou na lembrança
A palavra, na rima, dança!
A poesia de pura essência
Jefão Meira (maio/2010)
***
Talvez seja um eco do futuro
Talvez seja um eco do passado
Não vive o eterno verde..
Crepúsculo de falsos deuses,
Verde que lhe querem negro
Talvez sejam vozes do passado
Talvez seja a sombra do presente
Não quero viver numa "ilha"
Jefão Meira (dezembro/1995)
LUARICÉLIA, A PLÁSTICA DE ARTISTA
Em cores metamorfoseadas,
Em sombras, figuras estupradas,
Desejos, imagens violadas,
Novo do "neo" não decidido,
Lhe vejo depois de amanhã..
Armas, guardas, batalhas de pincéis,
A solitária, ária ,ária, Aricélia!!
Antes que anoiteça vibrações,
Lhe vejo depois de amanhã...
Percebidos em bancos com ares de painéis,
Iluminada fosse o próprio sol,
Tão solitária, ária, ária, Aricélia!!
***
DESEJO DESPIDO
Vi um instante na liberdade
Morrer no frio ventre sacro
Entregue à luz terna da razão,
Você notou meu olhar distante?
Meus impulsos clandestinos?
Pense que o grotesco é belo,
Direi apenas que pensa diferente...
Veemente... Num simples e digno impulso,
Alimentei-me na ternura da tua voz.
Jefão Meira
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